quinta-feira, 8 de março de 2012

Pedal #22

Centro/Prado/Saudade/Encruzilhada/Fazendinha/Fazenda

Pedal Quarta-Light com Cachorro-Quente do Canário (De light só a pedalada)

Dados do Pedal:

Distância: 30.7km
Duração: 1h57min
Velocidade média: 15,7km/h
Subimos 750 metros de altura (Ganho de altitude)

Para ver o trajeto pelo Satélite, CLIQUE AQUI ---Clique ali também, as meninas que se perderam geograficamente durante o pedal, como a Isabela e o Doze.



E aí, galera? Tudo joinha? Fazia tempo que eu não vinha aqui contar uma história de pedal pra vocês, hein!

Não sei nem por onde começar...

Como sempre fazemos nas quartas, o pedal de ontem foi uma Quarta-Light. Então é o dia em que o pessoal mais novo vem pra fazer sua primeira pedalada. Aí fiz um convite no nosso grupo pelo facebook para quem é novato fazer sua primeira pedalada conosco. O esforço valeu a pena, conseguimos um novo membro, neste caso uma nova "membra". Esta é a moça, a Isabela:
Como vocês podem ver, esta foto não foi tirada no pedal. É que ontem eu esqueci de fazer a foto de todas as "cabeças" que participaram da Pedalada.

Além da estreante, participaram também o pessoal que vocês já conhecem:

Frank Martins
Cíntia Faquetti
Kleber Correa (Participação parcial)
Daniel Silva (Doze)
Camila Coelho
Silvestre
Marcelo Quirino
Cícero Marçal
Dú (Biguaçu)
Ricardo Luiz
Jurandir Bittencourt

Como fazia tempo que eu não postava aqui no Blog, a Mila me encheu o saco para escrever alguma coisa. Então eu disse que se tivéssemos mais de uma dúzia de ciclistas, eu faria uma postagem aqui. Faltou um para isso acontecer, mas como estou de bom humor vou dar uma moral pra Mila, mesmo ela me devendo um litro de água de coco (SÓCOCO).

Antes de eu ir para o pedal, comi uma melancia com a Cíntia.
Ela (a Cíntia, não a melancia) estava bem cansada, no dia anterior a gente fez um pedal de 63km.


Depois de comer, arrumamos a aguinha, capacete, faróis, luvas e partimos para encontrar o pessoal.

Para minha surpresa eu não fui um dos primeiros a chegar. Quando cheguei lá já estavam quase todos prontinhos pra partir. Isso realmente me impressionou.
Da esquerda pra direita:
Doze, Silver, Isabel, Juranda, Mila, Eu, Dú (quase nem dá pra ver ele de boné branco acima do meu ombro esquerdo), Cíntia, Kleber, Quirino e Ricardo. Faltou alguém? Não está vendo o Cícero? É porque ele não está na foto mesmo, ele chegou atrasado. Quem tirou a foto pra gente foi o nosso colega de Bike, o Saulo, que ontem não pode ir porque... porque... Porque mesmo? Não lembro mais. Deixa pra lá.


Depois da foto de partida, todo mundo montando na bike pra partir.
O Doze fala "Ala querido", a turma de camisa branca se uniu e o Kleber verificava se tinha passado desodorante.


Partimos e seguimos pela passarela para atravessar a BR-101.
Todo mundo sobe pedalando, menos algumas meninas e o Doze.



Mais um foto da passarela. Reparem na qualidade da câmera do iPhone no escuro.
Não adianta, já fiz um apelo aqui no blog para conseguimos um patrocinador para uma máquina fotográfica de lentes boas que seja fininha, mas até agora nada, mesmo com 143 mil acessos ainda não conseguimos. A hora que trocarmos as nossas CALOI por bikes de outras marcas eles darão valor! Vou falar com o Ricardo (que tem loja de fotografia) para entrar em contato com a KODAK para eles arrumarem uma daquelas fininhas.

A partir daí eu tirei menos fotos, a qualidade fica muito ruim durante a noite.

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Paramos em um posto pra Mila calibrar os pneus e logo depois disso, precisamos cruzar a BR-101 novamente e para isso a gente passa por debaixo de uma ponte. Nesse trajeto tem um atalho, porem, bem inclinado. O Kleber iniciou a decida ingrime, porém acredito que ele não conhecia a potência do seu freio dianteiro e aconteceu algo parecido com isso, só que sem chuva:
Quando olhei para trás já havia um corpo estendido no chão. Ele ficou olhando para os lados, um pouco desnorteado, mas montou na sua bike e seguiu viagem. Pedalou uns 2km e voltou com o Dú. Ninguém sabia o porque.

Neste momento ninguém sabia exatamente o motivo do retorno em disparada com o Dú. Ficamos preocupados, ligamos para os dois, mas ninguém atendeu. Então a gente diminuiu o ritmo e esperou eles nos alcançarem, já que ouvimos um "já volto" dele.

Quando apareceu alguém, apareceu apenas o Dú, dizendo que o Kleber havia quebrado um passador e perdido o óculos.


Foi perto deste ponto que ele se quebrou:
A Cíntia seguida pelo Dú.


Olha que beleza de foto a raça esperando pelo Kleber e pelo Dú:
Isso foi na encruzilhada.

Com o Dú no grupo, seguimos para a fazendinha. O Noite estava maravilhosa para pedalar. A ua estava tão iluminada que fazia uma forte sobra das árvores. Gostaria de ter tirados mais fotos para compartilhar aqui com vocês. Estava uma noite realmente agradabilíssima.

De repente o Doze grita:
-Carrôôô!

Este é meio que um código para dizer pra todo mundo formar aquela fila indiana e não atrapalhar o trânsito de carros.

Ele repetiu umas três ou quatro vezes. E nós ali, na filinha esperando o carro passar.
-Carrôô!
-Cri, cri, cri (barulho de grilo)

Todos em fila e nada de carro. Todos em fila e nada de um farol de carro. Olhei pra trás, olhei pra frente e nada... No fim não veio carro nenhum e eu me pergunto até agora porque ele fez isso.

Aí fomos naquele esquema, o Cícero em disparada na frente, as meninas falando da maquiagem de outras meninas e o Doze sem reclamar (quem diria, hein?)

Escolhemos ir para a fazenda, pois lá não tem morro. Até porque seria muita judiação colocar a Isabela, em sua primeira pedalada, para subir uma morreba!

Já na Fazenda a gente pegou "as dereita" e fomos em direção à estrada que dá acesso à Sorocaba. De lá seguimos de volta para Biguaçu! Naquela estrada podemos observar que a obra de pavimentação está bem adiantada. Prefeito está mandando bem, daqui a pouco não teremos mais estradas de chão para pedalar.

Mais a frente a Isabela, como todo estreante, fez a pergunta clássica:
-Falta muiiitooooo?
-Calma, já estamos quase chegando no asfalto.

A gente seguiu mais um pouco, pegou o asfalto e logo vimos a encruzilhada. Esse é o ponto que todo mundo sente que está chegando e rola aquela empolgação de pedalar mais. Com a Isabela foi o inverso.

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O Cachorro-quente do canário é bem popular aqui na nossa cidade e sempre que a gente vai paras as bandas de Três Riachos a gente curte passar ali na volta para abastecer, porém o Canário (Proprietário) é uma figura e se, por um momento (qualquer segundo que seja) ficar sem clientes no estabelecimento, ele simplesmente fecha e nos deixa com fome. Então eu e o Juranda demos um sprint até chegar lá e tentar evitar o fim do expediente dele. Conseguimos. Depois de 7 minutos chegou o restante da turma. Não adiantou muito, a banca dele estava cheia.


Antes de comer o hot-dog já tinha gente querendo partir. Então eu disse: "Guenta aí pra tirar uma fotinha de fim de pedal"

Tá aí a foto:

O Jurandir estava com pressa, pois precisava buscar a mulher em algum lugar. E eu queria tirar mais uma foto "sem flash" pra ver se ficava menos pior!

Reparem que ele já está em cima da bike só esperando eu dizer: "Deu!"


Meu hot-dog com coca-cola:
O meu é só pão, duas salsichas, molho e um pouco de mostarda.


Pessoal batendo um papo enquanto o cachorro fica pronto:
Reparem que o problema do iPhone com iluminação durante a noite é tão grande que lá dentro uma lâmpada de 25w parece um refletor.



Olha a Camila contente da vida. Não sei se é por estar pedalando novamente, se é por estar ao lado do Doze ou se é porque está "varada" da fome e tem o hot-dog na mão.
Na real acho que é porque não pode ver uma foto que já quer "se sorrir toda".



A Cíntia com cara de cansadinha...



Agora uma das melhores fotos da noite. Reparem na careta da Mila e da Isabel. (Clica na foto que dá pra ver maior)


Esta é outra foto massa! Destaque para a careta da Isabela.



Depois da pedalada, do hot-dog, foi um bom papo e uma geladinha com os amigos.

Até que o papo se encaminhou sobre a vida sanitária do Doze.
Então a Mila deu uma brilhante solução:
-Ôh, Doze! Deverias levar um rolinho de papel higiênico pras pedaladas.

Depois dessa tenho que encerrar o post. Vocês não têm que ler isso, certo?


Abraço pessoal e até a próxima!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pedal #17

Centro Biguaçu/Santa Catarina/Centro Antônio Carlos/Guiomar de Dentro/Limeira/São Marcos/Casa do Dú/Mata Atlântica/Rachadel/Centro Antônio Carlos/Biguaçu.

Distância: 73km
Média: 18km/h

O restante dos dados não dá pra saber porque, pra variar o SportsTracker me deixou na mão. Mas teve um ganho de altitude enorme.


Vale começar a postagem informando que este foi o pedal mais animal de que já fizemos?

Pois é, e foi mesmo!

Teve de tudo! Tudo mesmo!

Eu já vinha matutando a muito tempo em fazer este pedal. Na segunda-feira passada fizemos um pedal até São Marcos e, no butequinho, conversamos com uns caras de lá e eles nos falaram que atrás daquele morro era o Rachadel. Meu espirito desbravador resolveu encarar o desafio e passar por ali, principalmente quando eles falaram:
-Dá, dá! Mas de bicicleta é ruim.

Então, depois de todas as informações colhidas, resolvi anunciar o pedal no nosso grupo no FaceBook para ver se teríamos muita adesão.

Fiz um texto tentando motivar a raça a participar. Mas imaginei que seria difícil conseguir muitos adeptos, principalmente pelo trecho ser longo.

Disse:
-O Trajeto é longo, iremos em um ritmo leve, mas teremos um trajeto difícil no caminho.

Muita gente confirmou durante a semana e finalmente o dia chegou.

Achei que iríamos em umas 13 ou 14 pessoas. Mas no domingo, pela manhã, apareceram 9:

Frank
Cíntia
Jurandir
Franciny
Wagner
Joninha
Aline
Doze
Dú (Biguaçu)

Ficaram faltando o Fro e o Edinho, que faria sua primeira grande aventura conosco.


A galera conversava:

A galera ria:

Ninguém mais aparecia e resolvemos colocar o pé na estrada, quer dizer, os pneus na estrada:

O dia amanheceu perfeito para uma pedalada, céu nublado, temperatura agradável, sem vento...

Passamos rapidinho a rodovia SC e entramos em Santa Catarina. E aí fizemos a tradicional paradinha sobre na ponte sobre o Rio Biguaçu


Mais uma foto antes de partir:

E vamos embora!

Que lugar maravilhoso para pedalar, é uma tranquilidade só. O Doze nem reclamava... ainda.

No caminho encontramos estes dois pedaladores da Forquilhinha, Joel e Tiago.
Dois jovens gente boa. Estavam perdidos procurando por Três Riachos. Conversamos um pouco e convidamos para nos acompanhar. Eles já tinha pedalado 25km a mais que a gente. Falei que o trajeto era longo e mesmo assim os dois resolveram nos acompanhar.


Tudo acertado e agora, de 9, passamos a ser 11 ciclistas. É só pedalar... Ops...
Pneu furado. Pra começar bem o dia.


Logo comigo!

Nossos novos amigos olhando e explicando como vieram parar ali.

O Wagner olhava eu arrumar a bike, a Aline coçava o nariz e o Joninha Bebia água.


A Cíntia ria porque não foi com ela:
Se bem que se fosse com ela, quem teria de trocar o pneus seria eu.


O Doze pegou meu telefone para ficar batendo foto:

E bateu foto:

Olha eu aí:


Deu trabalho para descobrir o que tinha furado o meu pneu, mas achamos.
Um pedacinho de arame!


Tudo arrumado e vamos embora.


Passamos mais uma vez sobre o Rio Biguaçu.

Aí resolvi fazer a sessão de fotos "um-por-um".


Joninha:

Wagner

Aline

Joel

Tiago

A Franciny. Tirei a foto dela e ela nem viu.

Aproveitei que o Dú estava atrás dela e estiquei o braço para tirar a foto dele.
Nisso a Franciny reclamou:
-Ei, que que tu fica tirando foto de mim? Folgado!
-Eu tava tirando foto do Dú. É que estou tirando foto "um-por-um".

Aí, pedalei mais forte para encontrar o Jurandir e fazer a foto dele:
A Franciny, lá de trás, gritou:
-Tá e a minha? Não vax tirá??
Vai entender essas mulheres...

Aqui a Cíntia com seu aparelho sorridente:


O Doze. Pela cara já se sabia como seria o pedal dele...

Quando o Doze viu que iríamos por dentro ele reclamou:
-Nós vamos por aqui, cara? Tem muito morro!
Como a Thuanny não estava presente, o Doze assumiu bem a função e foi reclamando o tempo todo de alguma coisa.
Mas como ele mesmo disse que fica mal humorado quando fica cansado, ninguém deu muita bola e seguimos pedalando.

Finalmente chegamos no Centro de Antônio Carlos e mais uma vez passamos sobre o Rio Biguaçu. Olha a galera lá em cima.
Percebeu como eu fiquei para trás? Com a bombinha não consegui encher muito o pneu, que deixou a bike pesada.


A Aline (de laranja) viu eu tirando a foto e acenou.
Não dá pra ver? (Clica na foto que fica maior)

No posto fizemos nossa primeira parada. Uns 15min. Tomamos águas, energético, isotônicos, calibramos os pneus, passamos protetor, batemos papo...


Aí, resolvemos ir pela Guiomar de Dentro até a Limeira.

Aí o sol apareceu, e apareceu com força. Muita força!
E Franciny já disparou:
-Aí gente! Tá indo muito rápido! Assim não é passeio.

E realmente estávamos rápido, demos uma esperada, agrupamos novamente e fomos embora.

O Sol estava muito forte, sorte que muitos trechos conseguimos sombra.


Sombrinha:


Na Limeira, o Joel nos chamou a atenção:
-Interessante que aqui, tem faixa, mas não tem calçada!
Realmente!



Aqui todos sorridentes para a foto e o Joninha:
-Ih! Cade o resto da turma, ficaram pra trás novamente!

-Então tá! Vamu esperá aqui debaixo desta pereira!
A pereira estava carregada de peras. Não poderia ser diferente! E a galera atacou!


Olha o Doze secando a minha pera!


Chegou todo mundo.... todo mundo comeu pera, descansou, o Doze reclamou de mais umas 30 coisas...
Mas só o Joninha percebeu que eu estava tirando uma foto. Olha a alegria do rapaz!


Aqui chegamos no São Marcos.

Estradinha boa e o sol fervendo o carburador!


Se você conferir na postagem do Pedal #14, perceberão que tentamos fazer a foto no último ponto de ônibus da cidade! Mas era muito morro e fizemos do "penúltimo".

Então, como estávamos indo para a casa do Dú, subimos o morro e paramos para tirar uma foto oficial no verdadeiro último ponto de ônibus do município.

Aí está todo mundo procurando uma sombrinha:

Aí chegou o Jurandir empurrando a Franciny morro a cima! Isso que é amor!

Subindo mais um pouco mais, percebemos que aquele, da foto, não era o último ponto de ônibus!
Mas o calor era tanto que nem me empolguei em chamar a raça pra tirar uma foto, então vai sem a gente mesmo! E este é, realmente, o último ponto de ônibus!


Chegamos na casa do Dú! Enquanto eu arrumava a Bike, escutei um barulho na cachoeira:
Era o Wagner se refrescando!

Aos poucos a galera foi se rendendo! O calor estava demais!

Enquanto uns se refrescavam, outros ainda chegavam!

Quando nos demos conta, estavam todos na água!

Olha aí!



Enquanto nos refrescávamos na cachoeira e nos divertíamos com os frutos do urucueiro, apareceu um tiozinho com um facão na mão e contando história.
Entre as pérolas, a melhor foi a do Leão caçado ali próximo.


Todos na cachoeira, menos o Dú e a Luiza.
O Dú preparava o nosso rango e a Luiza vocês sabem...

A Luiza(esposa do Dú) ficou em Biguaçu.
Fala a verdade! Achou que era a Luiza do Canadá, não achou?

A tribo da Bike pintada de urucum!
Depois de todo mundo ficar parecendo um palhaço veio a pergunta que deixou todos apavorados:
-Isso aqui sai fácil?

Pensa num corpo de ciclista!

O rango ficou pronto e o Dú já avisou:
-Cada um lava o seu prato!

Depois de comer, descansar e bater um papo, começamos a nos arrumar.


Alguns estavam cansados, outros empolgados e um outro reclamado.
O Dú, a Franciny e o Jurandir resolveram nos abandonar e voltar para Biguaçu. Ficamos em 8 e o Doze reclamou, claro.


Foi difícil achar o caminho certo. Passei no buteco e um cara, com cara de índio me disse:
-Pó fica tranquilo!
-E não tem bifurcação? É fácil?
-Vax passá em dois pasto! No segundo tu passa o engenho e pega as dereita e segue reto toda vida até lá embaixo no Rachadel.

Essa explicação não poderia me deixar mais tranquilo.

O Doze viu a entrada para o morro e reclamou!

Enquanto eu tirava a foto o Doze reclamou novamente.
Eu disse que ele deveria aproveitar e voltar com o pessoal que estava indo embora, pois eles ainda estavam bem perto.
Aí, ele não falou mais nada e, de birra, continuou!

O Morro era muito forte!
Fomos, um a um, descendo da Bike para subir!

Pouco depois, já fizemos uma paradinha na sombra. E já estávamos alto.
Percebam que todos estavam sorridentes, com exceção do nosso amigo barbudo, que estava em transe!


Pensa num calor! A Cíntia já estava desmanchando!

A sombrinha estava boa!

Aqui, passamos nossa primeira porteira e entramos em um terreno.

Tinha uma casa antiga em um bom estado de conservação.

Todos queriam bater uma foto na frente da casa, mas para pegar todo mundo, eu teria de subir em um barranco... Aí não, né!?

Mais uma com o resto da turma que não apareceu na outra foto!

Já estávamos em um lugar alto, mas não era nem metade da subida!

Esse ponto da casa foi o último de descontração até o topo do morro! A partir deste ponto descobri o porque tem uma Assessoria Esportiva chamada IRONMIND (Mente de Ferro). A partir deste ponto não sentia mais os músculos do meu corpo. O que atrapalhava era a própria mente, a mente estava cansada com possíveis conflitos dentro do grupo. Era uma espécie de BigBrother extremo. Três já haviam pedido para sair e um estava quase sendo eliminado.

Deixei o pessoal ir na frente para tirar uma foto com todos empurrando sua bike.
Percebam que o Wagner era o alegrão da turma e tirava uma foto dele mesmo com a paisagem!


Subi mais um pouco e quando fiz a curva encontrei uma cena inusitada...


"No caminho havia uma pedra"

Opa! Vai cair!

Depois dessa foto eu escutava:
-Não dá mais! Não dá mais! Não dá mais!(50x)
-Calma, pô! Vamos dar uma parada na sombra, tu descansa toma uma aguinha gelada e te recupera. Já estamos quase chegando.

Nosso apoio funcionou, mas por pouco tempo! Tinha uma porteira com muitos bois que ficaram alvoraçados com a nossa presença. Estudamos as possibilidade, conversamos e decidimos passar a propriedade todos unidos. Tudo definido, peguei meu ganho para espantar uma possível aproximação, abrimos a porteira.
Quando metade do grupo já estava no meio dos bois o Doze anuncia sua desistência do Reality Show! Foi a pior decisão que ele tomou em todas as pedaladas! Não por desistir, mas pelo momento!
Metade do pessoal estava no meio do terreno, outra metade na porteira (aberta), o Doze voltando, todos com medo de ser atacado, os bois se aproximando, a galera tentando convencê-lo de ficar, o Sol fervendo na lata..... e o Doze foi embora!

Fechamos a porteira rapidamente e fomos. No meio da passagem o Wagner e os da frente ensaiaram uma correria e eu, que estava por último, consegui consegui contê-los gritando feito um doido! Foi tenso!

Sempre quando achávamos que estava chegando o topo, tinha mais morro! Não sei de onde vinha tanta subida! Tinha certeza que daquele jeito chegaríamos logo ao céu! Ou caminhando ou morrendo no caminho.


Achamos uma plantação de eucaliptos e resolvemos fazer mais uma paradinha!

-Opa acho que a gente chegou! Agora é só decida! Uhul!

Era só um caminho para esta clareira! À esquerda já tinha mais subida!

De repente o caminho começou a fechar!

E foi fechando....

E fechou!
Você mal consegue ver a Aline na foto. Tinham muitas árvores caídas e nos vimos no meio de uma mata atlântica praticamente nativa!
Foi aí que bateu o desespero da Cíntia. Começou a ficar nervosa e foi mais uma tensão!

Mais à frente finalmente achamos outro caminho aberto. A Cíntia ficou mais calma, mas foram cerca de 1,5km de muito:
-Meu Deus! É muito mato!
-Isso não é caminho, é mato!
-Meu Deus! Aqui é cheio de cobras! Devem ter umas 10 cobras enroladas na minha perna!

Mas quanto mais adentrávamos na mata, mais lugares lindos encontrávamos:

A Aline mencionou:
-Não me lembro de ter suado tanto em toda minha vida!
-Então tá! Vamos dar uma paradinha!

Olha que lugar massa:

Mas logo à frente, o Wagner, que era o primeiro do grupo parou a bike.
Olhou pra mim sem falar nada, e sem esboçar reação alguma.
Parei a bike, olhei pros lados, olhei pra ele e dei aquele sorrisinho: "Brincadeira, né?"
A trilha havia acabado e havia uma picada à direita. Logo pensei na gritaria que a Cíntia fez no meio do mato anterior.
Naquele momento foi a primeira vez que me veio o pensamento de abortar a missão e o sentimento de fracasso.

Eu, a Aline e o Wagner resolvemos adentrar à picada e ver se tinha algo do outro lado. Largamos as bikes e o restante da turma ficou esperando.
Ao entrar na picada já avistamos uma colmeia e o Joel para nos deixar mais tranquilos, informou:
-Óh! Eu trabalho com abelhas! É perigoso aqui no meio do mato!

Então tá...

Fomos pela picada e meu instinto dizia que tinha algo ali por perto. Não sei exatamente o que era. A Aline concordou. Mais na frente vimos uma cachoeirinha e sinais que havia alguém por ali. Tinham plantas que não eram nativas, pareciam ter sido plantadas a pouco tempo. Foi aí que eu encontrei uma pegada de alguém com tênis. Estava achando que iria encontrar uma tribo de neandertais usuários de tênis Nike, mas não encontramos nada além das pegadas...

O Wagner procurava alguma árvore para subir e tentar achar algo. Mas nossa visão, no meio da mata fechada era muito curta, talvez uns 10 metros.

Foi muito triste, mas tivemos que tomar a decisão correta: Voltar. Era injusto. Caminhamos duas horas no meio do mato pra nada?

Até tirei uma foto que registra o momento que decidimos voltar. Olhem a entrada da picada.
Não dá pra ver uma picada ali? Mas é ali mesmo!


Na volta encontramos uma bifurcação, que não encontramos na ida.
Alguns ficaram nervoso:
-É por aqui mesmo?
-E agora? Viemos por cima ou por baixo?

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Lembrei do diálogo que tive com o cara com cara de índio lá embaixo:
-Póó fica tranquilo, querido!
-Não tem bifurcação, é só reta!
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Estou procurando até agora os "dois pasto, o engenho e 'pega às dereita'"

Na bifurcação eu tinha certeza que viemos por baixo. Mas a estrada de cima olhou pra mim e disse:
-É pro Rachadel? Então é por aqui mesmo! Vem... Vem...

Andamos, andamos e a estrada foi melhorando.

O Wagner, que é agrônomo, ficou nos explicando todas as espécies de plantas e quando viu está árvore ficou encantado:
-Tira uma foto aqui!

A estrada foi ficando boa e o sorriso foi aparecendo aos poucos. Primeiro o Joel:

Depois a Aline:

E quando vimos uma brecha no meio das árvores vimos que tínhamos subido muito! Muito mesmo!



Aí as árvores acabaram e vimos que chegamos no topo! O visual era demais. A alegria contagiou o grupo e ai eu prometi que nunca mais iria chamar os caras que escalam o Monte Everest de malucos. Chegar lá, em cima, é muito bom. Sensação de conquista e de dever cumprido. Foi muito bom. Principalmente porque, sinceramente, achei que teríamos que voltar. E pra melhorar avistamos uma casa no topo.

Olha o visual da casa. Dá pra ver Três riachos lá embaixo.(Clica na foto que aparece maior)
Aqui da pra ver a cadeia de montanhas que separam Biguaçu e Antônio Carlos. É um lugar com visual alucinante.

De dentro desta casa, saiu uma senhora chamada Maria, que em um português chucrutz, nos deu a certeza que estávamos em terras Antônio "Charlences".

O Wagner ficou tão contente com a notícia da Senhora que a apelidou de "Santa Mãe Maria" e iniciamos a descida com ele cantarolando:
-Santa Mãe Maria, nessa travessia, cubra-nos teu maaaaanto cor de anil....

E vamos descendo. Cada curva era uma bela paisagem!

Pensa numa rapaziada alegre!

Olha a Vila Doze (Terra do Daniel) lá embaixo:
Ele perdeu de conhecer a terra onde é Rei...

Era muita descida, era uma beleza!

A Cíntia não fez Downhill com o restante da turma porque, segunda ela, seu cérebro estava descolando do crânio.

Uma bela construção antiga:

E aí chegamos no asfalto. Para minha surpresa a raça queria ir pro lado errado.
-É por aqui, né Frank?
-Vocês estão falando sério?
-Não é por aqui?
-Claro que não!
-Tu acha que é por aí ou tu viu no GPS?
-Eu vi no GPS!

Nem vi no GPS, mas falei que vi para eles ficarem mais tranquilos. Depois deu um pouquinho de medo: "Será que eles estão certos? Estranho só eu achar que é por aqui?" Mas confiei nos meus instintos e eu realmente estava certo. Essa do GPS eu fiz várias vezes no meio do mato, valeu a pena, pois se eu falasse que o GPS tinha parado de funcionar eles iriam ficar desesperados e iriam querem voltar!

Aí seguimos pelo caminho certo, graças a mim! - Ala querido!

Está vendo esta casa? Pois é! A foto não é da casa! É do morro que conquistamos! Grande, né?

Aline e Wagner chegando na igreja do Rachadel.

Mais uma vez o Rio Biguaçu. Eu não tenho certeza se realmente é o Rio Biguaçu, o Wagner me garantiu que era!


Pedalamos e no fim.... Mais um pneu furado. Agora o do Tiago!

Paramos em frente à esta residência para consertar. Nisso apareceu o dono da propriedade, o Seu Silvério, um senhor de 76 anos.
"Úh homi faladô"

-De onde vocês vêm? Pra onde vocês vão?
-Eu corro mais rápido que vocês são.
-Eu já servi o exército!
-Eu conheço todas as capitais do Brasil.
-Quando eu era novo eu pedalava muito.
-E tu, do pneu furado, é de onde? Forquilhinha? Vais subir aquele morro? Tá ferrado!
O Seu Silvério também nos informou que naquele lugar onde eu achei que tinha gente próximo, mora um senhor de 80 anos. Ele mora sozinho lá. Fiquei triste de saber que não eram os neandertais!

Pneu colocado e tocamos embora. O Seu Silvério grita de longe:
-Boa viagem, turma! E tu, galego, vai devagar senão não vai subir o Morro da Forquilha, desgraçado!

Pit Stop na dona Xinha.
Ali, os nossos novos amigos ainda tinha muito pedal pela frente e resolveram ir antes para não chegar muito tarde.

Ficamos em 5.
Frank/Cíntia/Aline/Wagner/Joninha

O Sorvete foi tão revigorante que levamos menos de 30min chegamos em Biguaçu, viemos muito bem para quem já tinha pedalado o dia inteiro.

Quando cheguei em casa que vi o estado da Bike:


Espero que vocês tenham gostado...

Abraços e até a próxima!